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... this is a good day for a revolution of the mind ...

«O Pet Food Showdown é uma iniciativa criada via Twitter com o intuito de auxiliar a União Zoófila de Lisboa no fornecimento de donativos e géneros necessários à alimentação das centenas de animais que a referida instituição possui sob sua guarida. Os stocks alimentares da União Zoófila estão em baixo e este projecto é uma tentativa de ajudar seres vivos que precisam de nós, agora mais que nunca.
A premissa é simples: venha ajudar os animais no dia 8 de Maio, por volta das 14 horas. Em troca, damos-lhe a oportunidade de cumprimentar (ou insultar) uma celebridade nacional, e a satisfação de saber que ajudou a melhorar o seu país.
O que é que precisa mais para sair de casa no dia 8 de Maio e trazer umas latinhas de comida?
Existem uma série de necessidades muito concretas que em muito facilitariam e ajudariam o trabalho diário na União Zoófila. Saiba o que pode levar no próximo dia 8 de Maio:
- Comida seca e de latas para cães
- Coleiras desparasitadoras
- Coleiras
- Detergentes
- Areia para gatos
- Casotas (plástico) e camas para cães
- Camas para gatos
Para além destas, a União Zoófila tem outras necessidades mais específicas e mais difíceis de colmatar pela generalidade das pessoas. Mas, quem sabe se você é daqueles que não se insere nessa generalidade. Conheça todas as necessidades no site da União Zoófila e se houver algo com que possa contribuir, junte-se a nós na próxima Sexta-feira, 8 de Maio.
Onde é a União Zoófila?
O canil fica na Rua Padre Carlos dos Santos, em São Domingos de Benfica (por trás da Igreja das Furnas).»
Stir my blue blood
Exposição Desenhos de Escritores
[ 01 set | 02 nov ]
De um auto-retrato de Baudelaire a um auto-retrato de Artaud, de um desenho erótico de Jouve a uma fotografia de Fleischer, do mau gosto de Max Jacob a uma vista campestre de George Sand. A exposição Desenhos de Escritores revela um lado desconhecido de alguns dos mais notáveis autores da história literária.
Não te posso ver nem pintado
[ 15 set ]
Um novo percurso pela Colecção Berardo, através das dificuldades em (re)fazer pintura,
particularmente figurativa, depois das grandes rupturas na arte do século XX.
Para além de uma retrospectiva sobre a sua carreira, Alexandre Perigot apresenta um percurso depois de 1993, acompanhado por Elvis Presley, Popeye, James Bond e Claudia Schiffer.
Uma selecção de grandes instalações da Colecção de Arte Contemporânea da Fundação “la Caixa”, que configura um trajecto para sentir, reflectir e emocionar-se. Luz, imagens, espaço e tempo são os meios explorados pelos artistas representados nesta selecção de obras.
LINK: MUSEU COLECÇÃO BERARDO
O site do Museu tem mais informação sobre as duas primeiras exposições mencionadas, através de dois documentos em .pdf.
Programação doclisboa 2008
Secções do Festival
Competição Internacional
Selecção de filmes – longas e curtas metragens – de todo o mundo, produzidas em 2007 ou 2008.
Investigações
Secção competitiva com uma selecção de filmes de todo o mundo, explorando em profundidade temas da actualidade social ou política.
Sessões Especiais
· Sessão de abertura
· Sessão de encerramento
· Outras sessões
Frederick Wiseman
mostra retrospectiva (11 filmes) e masterclass
Wiseman é por excelência o cineasta que questiona as instituições públicas e cujo olhar acutilante valoriza a reflexão sobre o sistema político. A programação Wiseman no doclisboa, elaborada em colaboração com José Manuel Costa (que coordenou a 1ª retrospectiva Wiseman na Cinemateca Portuguesa no início dos anos 90) será debatida e comentada filme a filme pelo realizador, presente em Lisboa.
Riscos e ensaios
Selecção de filmes : Augusto M. Seabra
Secção regular não competitiva que tem como objectivo revelar obras arriscadas, que se situam na fronteira entre o documentário e a ficção.
Diários filmados II
Comissário : Augusto M. Seabra
A segunda parte e conclusão da retrospectiva de "Diários Filmados e Auto-Retratos" visa não só apresentar autores que não foi possível incluir no ano passado, dos quais um fundamental, o francês "juif tropical" de Joseph Morder, como também e sobretudo considerar este tipo de obras na perspectiva mais geral de mestres do documentarismo, que em filmes finais fizeram balanços pessoais - Joris Ivens com "Une histoire du vent", Johan van der Keuken com "As Férias Grandes" - e a relação com o trabalho fotográfico como registo também do trajecto pessoal – Raymond Depardon, Robert Frank ou Nan Goldin.
Novas famílias, novas identidades
Comissários : João de Pina Cabral / Sérgio Tréfaut
Os padrões jurídicos que definem a família, o casamento, a identidade e o género sofreram alterações significativas nas últimas décadas em diversos países do mundo ocidental. Hoje a família não tem necessariamente por único modelo «o presépio», com as suas hierarquias tradicionais. A família, a identidade e a definição de género conquistaram publicamente parâmetros mais largos (que sempre existiram a nível minoritário), e permitem novas formas de liberdade. Esta transformação dos costumes é muitas vezes razão de confronto e dá origem a uma abundante produção documental, particularmente rica em testemunhos e material para reflexão.
Made in China
Comissário : Chen Zhi-Heng
Nos últimos 15 anos a China produziu milhares de documentários. De todo este mar de filmes, alguns realizadores destacaram-se, tornando-se estrelas dos maiores festivais internacionais: Zhang Yuang Jia Zhang-ke e Huang Wenmei, por exemplo. Esta secção pretende traçar, através do olhar destes recentes autores, um retrato da China profunda (de 1994 até hoje), focando em particular as relações do indivíduo com a sociedade.
Heart Beat
Heart Beat é uma nova secção não competitiva do doclisboa dedicada à relação da humanidade com a música. Não se trata de exibir os últimos musicais do ano, mas sim um conjunto de filmes, históricos ou recentes, em que a música e o seu universo (incluindo todos os géneros musicais).
Permitem-nos conhecer de forma mais profunda os seres humanos e as sociedades em que vivem. Apresentaremos, por exemplo: “Lágrimas Negras”, de Sónia Herman Dolz; “Il Baccio di Tosca”, de Daniel Schmid.
Docfestas São Jorge
Associadas à programação musical HEART BEAT, terão lugar no Cinema São Jorge as principais festas do doclisboa.
Moçambique!
Curtas Polacas
Maratonadoc
Este ano repete-se no Cinema São Jorge a programação especial do último dia do doclisboa, dedicada exclusivamente a filmes com mais de três horas…Para apaixonados do documentário.
Docs 4 kids
Também é no Cinema São Jorge que tem lugar a nova programação infantil do festival.

À entrada, onde as luzes ainda são permitidas, uma hospedeira de ar coquette e sotaque francês dá-nos as boas-vindas, convida-nos a saborear uma bebida e, ao melhor estilo de prisão de alta-segurança, ainda que embalados por musica jazz, atribui-nos um cacifo para que guardemos todos os objectos pessoais, alguns luminescentes, como relógios e telemóveis, são estritamente banidos da sala de refeições.
Explica-nos que em breve um guia levar-nos-á a nossa mesa e dar-nos-á a escolher um de três menus: o menu de carne, o menu vegetariano e o menu surpresa. Nos primeiros dois, o cliente tem uma pista sobre o que vai comer, no terceiro, destinado aos mais destemidos ? segundo os números, é o escolhido pela maioria dos clientes do Dans Le Noir?, o cliente tem de usar o palato da forma mais eficiente para adivinhar a sugestão do chefe.
É chamado o nosso guia para a noite, que é como quem diz, o empregado de mesa. É invisual, assim como o são todos os empregados de mesa neste restaurante. Faz sentido.
Todo este ritual de entrada subverte aquilo que damos como certo quando vamos jantar fora. Ali não se vê, não se sabe o que se vai comer e é-se guiado por alguém cego, alimentando um misto de medo do desconhecido e ansiedade de conhecê-lo, que só tem cobro quando o guia ordena que, com outros clientes que também aguardam na entrada, nos coloquemos em fila indiana, de mão no ombro, e passemos as cortinas que dão acesso à sala de refeições.
Breu. Nem uma ponta de luz. Nem sombras, nem vultos. Só a gargalhada alta de uns, o tilintar de talheres de outros e a conversa de muitos nos asseguram que a sala está cheia de comensais.
O nosso guia senta-nos, dá-nos um número de mesa que nos identifique se quisermos chamá-lo e diz-nos onde podemos encontrar pratos, talheres e copos, tarefa certamente homérica sem esta indicação. Acrescenta que em breve as entradas serão servidas e deixa-nos assim, sentados, ao sabor do tacto e audição para tentar perceber a geografia da sala.
À mesa (na mesma mesa?, na mesa ao lado?) a existência de vozes sem caras faz com que os estranhos se tornem rapidamente familiares, e como que protegidos pela singularidade da experiência, a formalidade inglesa perde-se e a conversa e o riso fluem.
Quando a refeição chega à mesa tudo se torna mais caótico. Tentar adivinhar os sabores daquilo que se está a comer é um desafio. Mas encher um copo de água sem entornar ou comer uma mousse de chocolate sem se sujar (»mas será de chocolate?») é uma tarefa de perícia quase sobre-humana. Levar uma colher à boca deixa de ser tão natural como respirar para passar a exigir toda a concentração e destreza de quem come. E rapidamente os dedos fluem para o prato para ajeitar a comida ao garfo ou sentir se o prato já está vazio ou se ainda se está a meio da refeição. Acção impossível em qualquer outro restaurante sem os olhares reprovadores dos outros comensais.
Em Dans Le Noir? não há olhares e tudo vale para apreciar aquilo que o restaurante mais se orgulha de proporcionar aos clientes: «uma experiência de sabores». A ausência de imagem intensifica os sabores dados pelas texturas, cheiros e paladares. «A galinha sabia mesmo a galinha», exclama-se. Noutros casos, neblinas degustativas levam a frases tão impossíveis como «não sei se isto é bacon se é camarão».
O final da refeição traz sentido de missão cumprida. De novo, em fila indiana, somos guiados para lá das cortinas onde a luz surge mais brilhante do que nunca e os olhos parecem ter-se desacostumado de ver.
A hospedeira está ali à nossa espera. Como num jogo de adivinhas, pergunta-se: «Que pensam então que comeram?». E descobre-se que a galinha afinal era Guinea Fowl (Fraca), e a entrada estava mais próxima do bacon do que do camarão ? era chouriço.
Dans Le Noir? proporciona uma vivência singular. Nunca é totalmente confortável e o cliente sai sem dúvida mais cansado do que entrou, mas sentir os sentidos (porque é disso, realmente, que se trata) de uma forma tão intensa justifica totalmente a experiência, especialmente num blind date (encontro de desconhecidos)...»
Por Joana Flor, in Sexta
Quero ir!!